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Lula inicia cúpula da COP30 em Belém com foco em financiamento climático

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A Cúpula de Líderes da COP30 começou hoje em Belém, sob a presidência de Luiz Inácio Lula da Silva, marcando o início das negociações da conferência do clima das Nações Unidas. O evento, que se estende até amanhã, reúne chefes de Estado para definir o tom das discussões sobre proteção ambiental e combate às mudanças climáticas. Para o Brasil, as prioridades incluem captar recursos para o Fundo Florestas Tropicais para Sempre (TFFF), com ênfase em convencer países ricos a elevar o financiamento climático. Lula destacou que 53 líderes internacionais participam, e a abertura da Plenária Geral ocorreu às 10h30 com seu discurso, seguido de falas de outros representantes na Zona Azul.

Na véspera, Lula conduziu reuniões bilaterais no Museu Paraense Emílio Goeldi com figuras como o presidente do Banco Africano de Desenvolvimento, Sidi Ould Tah, e líderes de nações como República do Congo, Finlândia, Comores, Suriname e Honduras, além do primeiro-ministro de Papua-Nova Guiné, a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, e o vice-primeiro-ministro chinês, Ding Xuexiang. Uma reunião com o presidente francês Emmanuel Macron está agendada para hoje. Durante esses encontros, Lula promoveu o TFFF, que será lançado em um almoço oferecido aos líderes, com meta de US$ 25 bilhões em investimentos de países desenvolvidos, incluindo US$ 10 bilhões até o fim do ano. O Brasil já aportou US$ 1 bilhão, e Lula enfatizou oportunidades para nações africanas preservarem ecossistemas sem depender de doações.

Ao longo dos dois dias, ocorrerão sessões temáticas sobre florestas, oceanos, transição energética e financiamento climático, além da tradicional “foto de família”. Em paralelo, Lula planeja participar da cúpula entre a Comunidade dos Estados Latino-Americanos e Caribenhos (Celac) e a União Europeia na Colômbia a partir de domingo, em meio a tensões crescentes entre Estados Unidos e Venezuela. Forças americanas atacaram 16 barcos na costa venezuelana, resultando em mais de 60 mortes, com o presidente Donald Trump enviando um porta-aviões ao Mar do Caribe e autorizando operações da CIA. Líderes regionais, como o colombiano Gustavo Petro, criticam a pressão militar dos EUA, que impôs sanções a Petro e sua esposa. A reunião da Celac deve contar com 12 chefes de Estado, esvaziada por receios de confrontos com Trump.

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