Início Distrito Federal Defesa de creche fechada no DF acusa promotor de violações e compara caso a Escola Base
Distrito Federal

Defesa de creche fechada no DF acusa promotor de violações e compara caso a Escola Base

177

A defesa da creche Casa da Nanny, fechada por suspeitas de maus-tratos, emitiu uma nota criticando o Ministério Público do Distrito Federal e dos Territórios (MPDFT) por supostas distorções em uma investigação sobre a escola Colibri Kids, mantida pelos mesmos donos na Asa Sul. Assinada pelos advogados Juliana Porcaro e Valter Xavier, a nota alega que o MPDFT divulgou informações “criminosa e enganosa” ao afirmar que a creche foi reaberta de forma irregular. Segundo eles, a Colibri Kids opera desde 2022 e não é alvo de qualquer apuração, enquanto a narrativa do promotor Leonardo Jubé seria baseada em vazamentos ilegais de inquéritos sigilosos, expondo nomes de investigados e propagando acusações sem provas concretas.

Os advogados listam o que chamam de “evidências concretas” de abusos cometidos pelo promotor, incluindo a citação de inquéritos sigilosos em entrevistas, a acusação pública contra a Colibri Kids sem base investigativa, alegações de reabertura clandestina inexistente, menções a laudos de contaminação sem apreensão de objetos para perícia e a afirmação de um processo criminal sob sigilo que, na verdade, não existe. A nota enfatiza que tais ações distorcem fatos de forma sensacionalista e fora de contexto, violando princípios de legalidade e justiça. A defesa promete tomar todas as providências legais cabíveis contra Jubé por violação de sigilo profissional, alertando para o risco de repetir o “erro histórico” do caso Escola Base, onde acusações infundadas destruíram vidas por meio de julgamento midiático.

Apesar das críticas, a nota reafirma a confiança da Casa da Nanny na Justiça e nas instituições, como o Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT) e o próprio MPDFT, atribuindo as irregularidades a posicionamentos isolados do promotor. De acordo com a 4ª Promotoria de Justiça de Defesa do Consumidor (Prodecon), a creche no Sudoeste funcionava sem autorização da Secretaria de Educação, com registros de falta de higiene, riscos sanitários e estrutura inadequada, além de crimes como maus-tratos, violações contra relações de consumo, submissão de crianças a constrangimento e associação criminosa. O MPDFT foi questionado sobre as acusações, mas não emitiu resposta até o momento.

A defesa também menciona que Jubé representou contra Juliana Porcaro em uma suposta tentativa de intimidação, apenas por ela ter exposto verdades sobre o caso. Os acusados teriam mantido as atividades com motivação econômica, omitindo irregularidades dos pais, conforme a denúncia da Prodecon.

Conteúdos relacionados

Viatura da Polícia Civil em bar do Itapoã após prisão por homicídio
Distrito FederalItapoãSegurança

Polícia Civil prende suspeito de matar homem a facadas em bar do Itapoã

A Polícia Civil do Distrito Federal prendeu um suspeito de assassinar a...

Foto: Felipe Ando / Agência CLDF
Distrito FederalPolíticaSegurança

PMDF completa 217 anos: homenagens expõem crise na segurança do DF

A sessão solene realizada na manhã de 29 de maio de 2026...

Vista aérea de região urbana em expansão no Brasil, representando aprovação de novas áreas administrativas Ponte Alta e 26 de Setembro
Distrito FederalPolítica

Conplan aprova criação das regiões administrativas de 26 de Setembro e Ponte Alta

Propostas para a criação das regiões administrativas da 26 de Setembro e...

Foto: Andressa Anholete / Agência CLDF)
Cultura e LazerDistrito FederalPolítica

Exposição Linhas da Resistência na CLDF expõe fracasso em direitos humanos

A abertura da exposição “Linhas da Resistência” na Câmara Legislativa do Distrito...