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Brasília: o bastião contra os líderes do crime organizado

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O Sistema Penitenciário Federal (SPF) representa uma peça fundamental na estratégia governamental de combate ao crime organizado no Brasil, implementada desde 2006 e com uma unidade em Brasília desde outubro de 2018. Recentemente, a transferência de sete chefes do Comando Vermelho para o Presídio Federal de Catanduvas, no Paraná, após uma operação policial no Rio de Janeiro que resultou em 121 mortes, destacou o papel do sistema. Embora esses presos não tenham sido enviados para a capital, Brasília já abrigou ou abriga figuras proeminentes, como Marcos Willians Herbas Camacho, conhecido como Marcola, líder do Primeiro Comando da Capital (PCC), condenado a mais de 330 anos de prisão. Outros nomes incluem Jarvis Chimenes Pavão, classificado pela Polícia Federal como um notório narcotraficante que controlava o tráfico na fronteira entre Ponta Porã (MS) e Pedro Juan Caballero, no Paraguai, e Sérgio de Arruda Quintiliano, vulgo Minotauro, envolvido em planos de fuga e outros crimes mesmo atrás das grades.

Na Penitenciária Federal de Brasília, 75 presos estão sob rigoroso esquema de segurança, conforme dados da Secretaria Nacional de Políticas Penais (Senappen). Entre eles, Luiz Carlos da Rocha, apelidado de Cabeça Branca, acusado de liderar por décadas um esquema de tráfico internacional que abastecia Europa, África e Estados Unidos com toneladas de cocaína mensalmente. A unidade também recebeu temporariamente Rocco Morabito, líder da máfia calabresa Ndrangheta, capturado em 2021 e extraditado para a Itália em 2022. No primeiro semestre de 2025, oito novos presos ingressaram e quatro deixaram a penitenciária, sem detalhes divulgados por razões de segurança. As medidas incluem monitoramento constante por câmeras, revistas frequentes e contatos limitados a parlatórios ou videoconferências, com transferências autorizadas judicialmente baseadas em critérios de inteligência.

Essas ações integram estratégias para enfraquecer facções criminosas, como o isolamento de lideranças, conforme estudos acadêmicos que destacam sua eficácia, embora com necessidade de aplicação criteriosa. No Distrito Federal, a Secretaria de Segurança Pública enfatiza o monitoramento integrado e o uso de relatórios semanais para otimizar o policiamento, resultando em quase 20 anos de sufocamento de grupos criminosos. Fatores como a capacitação de agentes, operações conjuntas com a Polícia Federal e baixos índices de corrupção contribuem para uma ambiência de segurança que inibe a expansão territorial e econômica dessas organizações, posicionando o DF como referência nacional em políticas de segurança pública.

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