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Exposição Linhas da Resistência na CLDF expõe fracasso em direitos humanos

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Foto: Andressa Anholete / Agência CLDF)
Foto: Andressa Anholete / Agência CLDF)

A abertura da exposição “Linhas da Resistência” na Câmara Legislativa do Distrito Federal, marcada para 3 de junho de 2026, revela mais uma vez a persistência de graves problemas sociais que continuam sem solução efetiva no Brasil. Selecionada entre mais de 400 inscrições vindas de 23 estados e do Distrito Federal, a mostra reúne 23 obras que abordam direitos humanos, memória, antirracismo, meio ambiente e democracia, todas produzidas com técnicas variadas como gravura, pintura e arte digital. Apesar da iniciativa do gabinete do deputado Gabriel Magno (PT) e dos curadores Mario Chagas e Rita Oliveira, o evento evidencia o quanto as instituições ainda falham em dar respostas concretas às demandas da população.

Pautas urgentes ainda sem respostas

As obras selecionadas integram o projeto “Resistências Contemporâneas” e buscam dar visibilidade a narrativas frequentemente silenciadas. No entanto, a necessidade de uma exposição para tratar desses temas demonstra o descaso contínuo de políticas públicas que deveriam garantir proteção efetiva aos direitos básicos. A coordenadora Cristiana Rodrigues e os artistas participantes enfrentam o desafio de transformar em arte problemas que se arrastam por anos sem avanços significativos por parte dos governantes.

Visitação restrita e impacto limitado

A mostra ficará aberta ao público de forma gratuita de segunda a sexta, das 8h às 18h, até 30 de junho de 2026, apenas no hall de entrada da CLDF. Essa limitação de horário e espaço reduz o alcance real da iniciativa, reforçando a sensação de que o diálogo democrático permanece confinado a poucos ambientes institucionais. Muitos cidadãos de outras regiões do país não terão condições práticas de acessar as peças.

A arte tem o poder de sensibilizar, provocar reflexões e fortalecer a memória coletiva. Esta mostra é uma oportunidade para que a população entre em contato com narrativas que muitas vezes são silenciadas

Deputado Gabriel Magno (PT)

A curadoria formada por Mario Chagas e Rita Oliveira procurou obras que dialoguem com urgências nacionais, mas o tom geral da mostra acaba por sublinhar as lacunas deixadas por sucessivos governos. Em vez de celebrar avanços, a exposição “Linhas da Resistência” funciona como um retrato de resistências que ainda precisam existir diante de omissões recorrentes.

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