A Polícia Federal enviou ao Supremo Tribunal Federal um pedido para abertura de um terceiro inquérito contra Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A solicitação busca investigar supostas irregularidades em contratos com a Dataprev e possíveis indícios de que o investigado atuou como intermediário nas negociações. O ministro André Mendonça recebeu o pedido recentemente, após a autorização de dois outros inquéritos em 30 de julho de 2026.
A iniciativa da Polícia Federal concentra-se em apurar eventuais crimes de tráfico de influência e lavagem de dinheiro. As investigações partem de indícios levantados sobre a atuação de Lulinha em processos de contratação da empresa de tecnologia da informação vinculada ao governo federal. Até o momento, não há confirmação de irregularidades, apenas a análise preliminar dos elementos apresentados.
Contexto das apurações anteriores
Os dois primeiros inquéritos autorizados pelo STF em 30 de julho de 2026 tratam de temas semelhantes e já tramitam sob sigilo. O novo pedido amplia o escopo das investigações ao incluir contratos específicos com a Dataprev. A Polícia Federal fundamenta a solicitação em documentos e informações coletadas durante as etapas iniciais das apurações em curso.
Próximos passos no STF
O ministro André Mendonça deve analisar o pedido e decidir sobre a abertura do terceiro inquérito nas próximas semanas. Caso autorizado, a Polícia Federal conduzirá as diligências necessárias para esclarecer os fatos apontados. Todas as etapas seguem os trâmites legais e preservam o sigilo necessário até eventuais desdobramentos. O processo reforça o papel do Supremo Tribunal Federal na supervisão de investigações envolvendo figuras de alto escalão.