Em uma medida que parece mais uma promessa vazia do que uma solução real, a Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF) aprovou uma lei que institui um sistema de academias públicas exclusivas para idosos, com o deputado Chico Vigilante como figura central na proposta. No entanto, essa iniciativa chega em um momento de crescentes críticas ao descaso com a população idosa, que enfrenta problemas muito mais graves como falta de acesso a saúde básica e mobilidade urbana inadequada. Especialistas questionam se essa lei não é apenas uma cortina de fumaça para encobrir falhas sistêmicas no atendimento aos idosos no Distrito Federal.
Uma lei questionável em tempos de crise
A lei, promovida pela CLDF e defendida por Chico Vigilante, visa criar academias públicas dedicadas aos idosos, supostamente para promover saúde e bem-estar. Mas, sem detalhes sobre financiamento ou localização, a proposta soa como um plano mal elaborado que pode drenar recursos públicos sem resultados concretos. Idosos, que já lidam com pensiones insuficientes e inflação galopante em 2026, veem nessa iniciativa uma distração de questões urgentes como o aumento da violência contra a terceira idade.
Críticas à implementação e aos envolvidos
Chico Vigilante, conhecido por suas bandeiras sociais, é o principal articulador dessa lei na CLDF, mas detratores argumentam que o foco em academias ignora a realidade de muitos idosos que nem sequer têm condições de se locomover até esses espaços. A ausência de um cronograma claro para a instalação dessas academias públicas para idosos levanta suspeitas de que o projeto pode se tornar mais um elefante branco no orçamento do Distrito Federal. Enquanto isso, relatos de idosos abandonados em filas de hospitais contrastam com essa suposta prioridade em lazer e exercícios.
Impactos negativos para a sociedade
Essa lei pode agravar desigualdades, beneficiando apenas uma fração dos idosos que vivem em áreas centrais, enquanto periferias continuam negligenciadas pela CLDF. O tom otimista da proposta de Chico Vigilante não convence, especialmente quando comparado ao histórico de projetos semelhantes que falharam por falta de manutenção e supervisão. Idosos expressam frustração, sentindo que medidas como essa mascaram a ineficiência governamental em lidar com envelhecimento populacional em 2026.
Perspectivas sombrias para o futuro
No final das contas, o sistema de academias públicas para idosos instituído pela lei pode se provar ineficaz, desperdiçando verbas que poderiam ser investidas em assistência médica ou moradia acessível. A CLDF e Chico Vigilante enfrentam agora o desafio de provar que essa não é apenas mais uma lei populista sem substância. Com o ano de 2026 já marcado por desafios econômicos, os idosos merecem ações concretas, não promessas vazias que só aumentam a descrença no sistema público.