O ex-médico Lauro Estevão Vaz recebeu uma condenação de 46 anos de prisão por homicídio qualificado contra sua mãe, Zely Alves Curvo, de 94 anos, e por fraude processual. O Tribunal do Júri de Águas Claras, no Distrito Federal, proferiu a sentença após o crime ocorrido em 31 de maio de 2024, no Residencial Monet, em Águas Claras. O caso chocou a região devido à crueldade envolvida, com o uso de fogo para provocar a morte da vítima acamada.
Detalhes do crime
Lauro Estevão Vaz provocou um incêndio no quarto onde sua mãe se encontrava acamada, resultando em sua morte por carbonização. Após o ato, ele entrou no apartamento e retirou pertences antes da chegada da perícia, o que configurou a fraude processual. Esses fatos foram comprovados durante o julgamento no Tribunal do Júri de Águas Claras, presidido pelo juiz André Ribeiro.
O incêndio ocorreu no Residencial Monet, um condomínio em Águas Claras, no Distrito Federal. A vítima, Zely Alves Curvo, não teve chance de escapar devido à sua condição de saúde. A ação de Lauro demonstrou premeditação, segundo as evidências apresentadas no tribunal.
Motivação e agravantes
A motivação principal do crime foi a recusa de Lauro em perder a curatela e o acesso aos rendimentos financeiros de sua mãe. Esse descontentamento levou ao homicídio qualificado, agravado pelo emprego de fogo e pelo fato de a vítima ser ascendente. Além disso, o réu já possuía reincidência por assédio sexual anterior, o que influenciou na pena aplicada.
O Tribunal do Júri de Águas Claras considerou esses elementos para determinar a sentença de 46 anos. O caso destaca questões como disputas familiares por herança e curatela, comuns em contextos de idosos vulneráveis. A condenação reflete a gravidade dos atos cometidos contra uma pessoa idosa e dependente.
Contexto e implicações
A sentença foi proferida em data recente, antes de 22 de março de 2026, e marca um desfecho para um crime que abalou a comunidade de Águas Claras. Lauro Estevão Vaz, ex-médico, agora enfrenta uma longa pena por homicídio qualificado e fraude processual. Esse julgamento reforça a importância da justiça em casos de violência familiar.