Início Distrito Federal Câmara do DF aprova proibição da escala 6×1 em terceirizações
Distrito FederalEconomiaPolítica

Câmara do DF aprova proibição da escala 6×1 em terceirizações

228
Foto: Andressa Anholete / Agência CLDF
Foto: Andressa Anholete / Agência CLDF

A Comissão de Economia, Orçamento e Finanças (CEOF) da Câmara Legislativa do Distrito Federal aprovou, na terça-feira, 9 de abril de 2026, o Projeto de Lei nº 1.036/2019, que proíbe a escala de trabalho 6×1 em contratos de terceirização de serviços do Governo do Distrito Federal (GDF). Apresentado pelo deputado Fábio Felix (Psol), o projeto visa combater práticas exaustivas que prejudicam a saúde dos trabalhadores, especialmente em áreas como limpeza, vigilância e conservação. Com parecer favorável do relator, deputado Max Maciel (PSOL), a medida agora segue para a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), destacando a urgência de corrigir distorções que violam direitos constitucionais básicos.

A realidade exaustiva da escala 6×1

A escala 6×1 impõe seis dias consecutivos de trabalho seguidos por apenas um de descanso, uma prática comum em contratos de terceirização que afeta milhares de trabalhadores no Distrito Federal. Essa rotina não só ignora o repouso semanal remunerado previsto na Constituição Federal, mas também agrava problemas de saúde física e mental, levando a esgotamento e maior risco de acidentes. O deputado Fábio Felix criticou duramente essa distorção, apontando como ela explora vulnerabilidades em setores essenciais do GDF.

Essa escala é exaustiva e prejudicial à saúde dos trabalhadores. O projeto busca corrigir essa distorção e garantir direitos básicos.

Impactos negativos nos trabalhadores terceirizados

Trabalhadores terceirizados do GDF enfrentam condições precárias há anos, com a escala 6×1 contribuindo para um ciclo vicioso de fadiga e baixa qualidade de vida. Sem o descanso adequado, muitos sofrem com estresse crônico, o que compromete não apenas sua produtividade, mas também o bem-estar familiar e social. A aprovação na CEOF representa um passo contra essa exploração, mas revela o quão atrasado o sistema ainda está em proteger direitos fundamentais.

Próximos passos e desafios pela frente

Após a aprovação na CEOF, o Projeto de Lei nº 1.036/2019 avança para a CCJ, onde será analisado quanto à constitucionalidade e viabilidade jurídica. No entanto, o processo legislativo pode enfrentar resistências de interesses econômicos que beneficiam-se da mão de obra barata e exaustiva. Se aprovado, o projeto poderia finalmente impor limites à escala 6×1, mas até lá, trabalhadores continuam expostos a condições degradantes que minam sua dignidade e saúde no Distrito Federal.

Conteúdos relacionados

Faixas elevadas em frente a escola pública brasileira
Distrito FederalPolíticaSegurança

Lei obriga faixas elevadas em escolas e hospitais no DF, mas chega tarde

A Câmara Legislativa do Distrito Federal aprovou e o governador sancionou a...

Eduardo Cunha sofreu um bloqueio de até R$ 6,1 milhões por direcionar emendas parlamentares Kayo Magalhães/Câmara dos Deputados – 06.05.2026
BrasilPolítica

Flávio Dino bloqueia R$ 6 milhões de Eduardo Cunha por desvio de emendas

O ministro do Supremo Tribunal Federal Flávio Dino determinou o bloqueio de...

Em nota, Hugo Motta afirmou que decisão tenta 'criminalizar a política' Lula Marques/Agência Brasil - Arquivo
BrasilPolítica

Hugo Motta critica suspensão do PL por Flávio Dino

O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, divulgou nota oficial no...

Adesivos com QR Code em banheiro do DF para apoio a vítimas de violência doméstica
Distrito FederalSegurança

Adesivos com QR Code em banheiros do DF levam apoio a vítimas de violência doméstica

Adesivos com QR Code foram instalados em banheiros de órgãos públicos, estabelecimentos...