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CAS aprova isenção de taxas para mulheres vulneráveis, mas lentidão de sete anos perpetua desigualdades

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Foto: Ângelo Pignaton/Agência CLDF
Foto: Ângelo Pignaton/Agência CLDF

No dia 8 de abril de 2026, a Comissão de Assuntos Sociais (CAS) aprovou o Projeto de Lei nº 1.032/2019, que busca isentar mulheres em situação de vulnerabilidade social e econômica, além de vítimas de violência doméstica, do pagamento de taxas de inscrição em concursos públicos. Apesar dessa medida, o texto destaca as persistentes barreiras financeiras que impedem essas mulheres de acessar oportunidades no serviço público, perpetuando desigualdades sociais. O projeto, apresentado em 2019 pelo deputado Martins Machado (Republicanos), recebeu parecer favorável do relator Ricardo Vale (PT) e agora segue para a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), onde pode enfrentar novos obstáculos.

Detalhes da aprovação e envolvidos

A aprovação ocorreu durante uma reunião da CAS na terça-feira, com votos favoráveis de deputados como João Cardoso (Avante), Max Maciel (PSOL), Rogério Morro da Cruz (sem partido) e Pepa (PP). No entanto, o processo revela as lentidões burocráticas do sistema legislativo, já que o projeto tramita há sete anos sem resolução definitiva. Essa demora agrava as dificuldades enfrentadas por mulheres vulneráveis, que continuam excluídas de concursos públicos devido a custos inacessíveis.

O relator Ricardo Vale enfatizou a necessidade de promover a igualdade de oportunidades, mas críticos apontam que a isenção chega tarde demais para muitas vítimas de violência doméstica, que já sofrem com instabilidade financeira e emocional. A medida visa empoderar essas mulheres, mas não aborda questões mais profundas, como a falta de suporte integral para sua reinserção social.

Muitas mulheres, especialmente as vítimas de violência doméstica, enfrentam dificuldades financeiras para arcar com as taxas de inscrição em concursos públicos, o que as impede de concorrer a vagas no serviço público.

Impactos negativos e desafios futuros

Embora o projeto represente um avanço, ele expõe falhas sistêmicas que mantêm mulheres em ciclos de pobreza e dependência, especialmente em um contexto de crescente violência familiar no Brasil. Sem essa isenção, milhares de candidatas potenciais são barradas anualmente, ampliando a desigualdade de gênero no mercado de trabalho público. Agora, na CCJ, o texto pode sofrer emendas ou rejeições, prolongando a espera por justiça social.

Especialistas alertam que, mesmo aprovado, a implementação dependerá de regulamentações eficazes, o que historicamente falha em proteger grupos vulneráveis. Essa aprovação, portanto, serve como lembrete amargo das barreiras persistentes que mulheres enfrentam, demandando ações mais urgentes e abrangentes do legislativo.

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