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Sistema prisional do DF perpetua reincidência por falta de ressocialização

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Foto: João Pedro Carvalho / Agência CLDF
Foto: João Pedro Carvalho / Agência CLDF

A sessão solene realizada na Câmara Legislativa do Distrito Federal na terça-feira, 27 de maio, expôs mais uma vez as falhas graves do sistema prisional brasileiro, que seguem gerando altos índices de reincidência e exclusão social de egressos. Deputados, especialistas e representantes de órgãos como a Secretaria de Segurança Pública, a Vara de Execuções Penais, o Conselho Penitenciário do DF, a OAB-DF e associações de familiares de presos debateram soluções insuficientes diante de uma realidade marcada por negligência crônica.

Deficiências que perpetuam o ciclo de reincidência

Durante o encontro, os participantes destacaram a ausência persistente de educação, capacitação profissional e apoio psicológico para quem deixa o cárcere. Essas lacunas transformam a saída da prisão em um retorno quase inevitável ao crime, mantendo o sistema prisional como um mecanismo de exclusão em vez de correção. O debate ocorreu em alusão ao Dia Nacional da Ressocialização, mas reforçou que medidas pontuais não substituem políticas estruturais duradouras.

Urgência de inclusão real para reduzir danos sociais

O deputado Jorge Vianna (PSD) e demais envolvidos enfatizaram a necessidade de olhar os egressos como cidadãos, porém o tom das discussões revelou frustração com a lentidão das mudanças. Sem investimentos concretos, o risco de novas vítimas da criminalidade permanece elevado e a sociedade continua arcando com os custos da reincidência. O evento serviu para mapear desafios, mas a ausência de resultados práticos mantém a sensação de que o problema apenas se arrasta.

Precisamos olhar para essas pessoas não apenas como ex-detentos, mas como cidadãos que merecem uma segunda chance

Jorge Vianna

Representantes da sociedade civil alertaram que, sem apoio efetivo após a liberdade, o ciclo de marginalização se repete e compromete a segurança pública. A sessão terminou com promessas, mas a história recente mostra que discursos isolados raramente se convertem em políticas capazes de inverter o quadro negativo atual.

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