O Distrito Federal chega às eleições municipais de 2026 com 2.246.751 eleitores aptos, um aumento de apenas 3,8% em relação a 2022 que deixa o colégio eleitoral em oitavo lugar no país. Apesar da campanha “Democracia é para todos”, dados do Tribunal Superior Eleitoral revelam que o crescimento não acompanha as necessidades de inclusão de mulheres entre 45 e 49 anos, idosos acima de 70 anos e pessoas com deficiência, grupos que ainda enfrentam barreiras concretas para exercer o voto.
Crescimento insuficiente diante das desigualdades
Os números divulgados em 24 de agosto de 2026 mostram que o eleitorado feminino dessa faixa etária soma 134.057 pessoas, enquanto o segmento de idosos e eleitores com deficiência registra avanços modestos. Essa expansão tímida reforça a sensação de que o sistema continua a excluir parcelas importantes da população, limitando o alcance real da participação política no Distrito Federal.
Barreiras persistem para idosos e pessoas com deficiência
Embora o Tribunal Superior Eleitoral destaque distribuições por gênero, idade, escolaridade e deficiência, a realidade prática revela dificuldades de acesso a locais de votação e informações claras. Muitos eleitores acima de 70 anos e portadores de deficiência relatam obstáculos logísticos que a campanha atual não conseguiu eliminar por completo até o momento.
Campanha tenta reverter apatia eleitoral
A iniciativa “Democracia é para todos” busca conscientizar a população sobre a importância do voto, mas o tom negativo dos dados indica que o esforço chega tarde para reverter a baixa mobilização observada desde 2022. Sem mudanças estruturais, o Distrito Federal corre o risco de repetir índices de abstenção elevados nas eleições de outubro.