Início Distrito Federal Fachada de clínica em Brasília oculta rede de prostituição discreta
Distrito Federal

Fachada de clínica em Brasília oculta rede de prostituição discreta

182

Sob a aparência de uma clínica de massoterapia na Asa Norte, em Brasília, opera um estabelecimento que oferece serviços sexuais disfarçados de tratamentos de bem-estar. O local, situado no subsolo de uma quadra comercial movimentada, promove um ambiente reservado com toalhas higienizadas e atendimento profissional, mas na realidade funciona como um ponto de prostituição direcionado principalmente à clientela da Esplanada dos Ministérios. Os serviços são anunciados de forma velada, com opções como “rapidinhas” durante o horário de almoço ou ao final do expediente, garantindo discrição para evitar exposição pública.

O acesso ao local é projetado para manter o sigilo: durante o horário comercial, os clientes utilizam uma escada lateral do prédio, enquanto após as 18h, sábados e feriados, a entrada se dá pela portaria dos fundos via interfone, isolando o fluxo do público geral da quadra. Ao entrar pela porta de vidro fumê, o cliente é recebido em uma sala de espera simples, equipada com divã de couro preto e ar-condicionado. Uma gerente de meia-idade explica os valores sem rodeios: R$ 250 pela “massagem e o relax final”, divididos em R$ 170 pela suposta terapia e R$ 80 pelo “aditivo especial”, denominado “xerecada da alegria”.

As “terapeutas” são apresentadas individualmente ao cliente, com trajes que revelam a verdadeira natureza do serviço. Uma jovem de cabelos longos e pretos, com aparelho nos dentes, veste short e top; outra, voluptuosa, usa camisola vermelha transparente; e a terceira, mais velha, opta por short e mini blusa. Especialistas consultados destacam que o uso indevido do termo “terapeuta” descredibiliza profissionais legítimos da massoterapia, que exigem formação e ética para garantir a saúde dos pacientes, configurando uma violação ética e um risco à saúde física e psicológica envolvida.

A apuração revela que essa apropriação serve para driblar fiscalizações e conferir legitimidade ao negócio, transformando o “toque terapêutico” em uma senha para atividades proibidas no coração da capital federal.

Conteúdos relacionados

Viatura da Polícia Civil em bar do Itapoã após prisão por homicídio
Distrito FederalItapoãSegurança

Polícia Civil prende suspeito de matar homem a facadas em bar do Itapoã

A Polícia Civil do Distrito Federal prendeu um suspeito de assassinar a...

Foto: Felipe Ando / Agência CLDF
Distrito FederalPolíticaSegurança

PMDF completa 217 anos: homenagens expõem crise na segurança do DF

A sessão solene realizada na manhã de 29 de maio de 2026...

Vista aérea de região urbana em expansão no Brasil, representando aprovação de novas áreas administrativas Ponte Alta e 26 de Setembro
Distrito FederalPolítica

Conplan aprova criação das regiões administrativas de 26 de Setembro e Ponte Alta

Propostas para a criação das regiões administrativas da 26 de Setembro e...

Foto: Andressa Anholete / Agência CLDF)
Cultura e LazerDistrito FederalPolítica

Exposição Linhas da Resistência na CLDF expõe fracasso em direitos humanos

A abertura da exposição “Linhas da Resistência” na Câmara Legislativa do Distrito...