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GDF lança festival Consciência Negra e institui comitê pioneiro para o hip hop

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O Governo do Distrito Federal (GDF) abriu oficialmente o festival Consciência Negra 2025 nesta quinta-feira (20/11), com o tema “Raízes que Conectam o Futuro”. Realizado pela primeira vez no Museu Nacional da República, em Brasília, o evento reúne milhares de pessoas em celebrações gratuitas que destacam ancestralidade, protagonismo negro e programação diversificada, incluindo música, artes visuais, moda, gastronomia, literatura, debates e empreendedorismo. Segundo o secretário de Cultura do DF, Cláudio Abrantes, trata-se do maior festival do país dedicado ao Dia da Consciência Negra, que se tornou feriado nacional no ano passado. A cerimônia de abertura incluiu a assinatura de atos institucionais, como o lançamento oficial da data e a Resolução nº 02, que cria o Comitê Permanente do Hip Hop do DF, um marco pioneiro no Brasil para reconhecer o hip hop como expressão cultural e social.

Entre as atrações, o cortejo do Boi do Seu Teodoro, inspirado no Bumba Meu Boi, trouxe cor e alegria ao evento, com Guará Freire, líder do grupo há 16 anos, enfatizando a importância de abraçar a data para fortalecer a identidade cultural. Tamá Freire, integrante e filha do fundador Teodoro Freire, destacou o papel da educação por meio do projeto Memória e Educação, que leva estudantes de escolas públicas de Sobradinho a vivenciarem manifestações culturais. Empreendedoras como Valéria Marques, do Tacho de Yabá, e Elivandra Vieira, da Estillo Roots, apresentaram produtos gastronômicos e acessórios afro, reforçando o empreendedorismo negro e a simbologia do evento para a comunidade do DF.

A exposição Vivências, do Projeto Retratos, idealizado por Tony Luz e apresentado por Amanda Luz, transforma realidades de estudantes de Ceilândia ao combater racismo e violência por meio da fotografia. Jovens como Amanda Rodrigues, Gabriela Borges e Gabriel Máximo compartilharam como o projeto elevou sua autoestima e visão crítica social. Participantes como Luiz Gustavo, que levou a família, e Rosileide da Silva, ansiosa pelo show de Alexandre Pires, ressaltaram a necessidade de fomentar consciência racial. O festival prossegue com palestras, desfiles e shows, incluindo Ludmilla, promovendo diálogo democrático e participação social.

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