Início Brasil Disputa judicial no Riviera Park Hotel causa constrangimento e intervenção policial em Caldas Novas
Brasil

Disputa judicial no Riviera Park Hotel causa constrangimento e intervenção policial em Caldas Novas

274

A briga judicial entre proprietários do Riviera Park Hotel, em Caldas Novas (GO), e a administradora WAM Riviera Administração Hoteleira, ganhou um novo episódio nesta quarta-feira (19/11), véspera de feriado prolongado. Hóspedes e convidados, que haviam negociado hospedagem diretamente com proprietários independentes, foram impedidos de entrar no hotel. Segundo relatos de uma proprietária, a administração negou acesso a familiares e outros convidados, exigindo comprovantes de pagamento e aprovações prévias, o que transformou a situação em um “caos” e “constrangimento”. A Polícia Militar de Goiás (PMGO) foi acionada para acalmar os ânimos, especialmente porque muitos visitantes vieram de longe e foram obrigados a deixar o local. A proprietária destacou que a empresa alterou procedimentos sem aviso prévio, incluindo um prazo mínimo de três dias úteis para aprovação de hospedagens, afetando reservas já agendadas.

Em defesa, a WAM explicou em nota que não proibiu acessos por decisão arbitrária, mas identificou inconsistências documentais e violações judiciais em mais de 280 unidades. A empresa alega que proprietários tentam burlar decisões judiciais ao praticar locações de curto prazo não autorizadas, como um “pool paralelo” proibido pela convenção condominial. As medidas visam proteger proprietários que seguem as regras, garantindo legalidade e isonomia. A administradora reforçou mecanismos de controle para cumprir ordens judiciais e evitar desobediência, preservando a experiência dos hóspedes legítimos.

O incidente ocorreu um dia após o Tribunal de Justiça do Estado de Goiás (TJGO) revogar uma liminar e autorizar a Assembleia Geral Extraordinária (AGE) para votar a destituição da WAM, convocada pelo Conselho Consultivo e Fiscal dos proprietários devido à reprovação de contas. A batalha judicial começou em 2024, quando proprietários alegaram perda de liberdade para alugar flats, sendo obrigados a aderir ao sistema pool da empresa. A WAM nega e afirma combater explorações irregulares. A AGE está prevista para 25 de novembro, mas a empresa contesta a data, argumentando que a decisão judicial não autoriza uma nova assembleia e que o assunto segue em discussão no Judiciário.

A proprietária envolvida descreveu a situação como “surreal”, citando abusos e irregularidades descobertos durante as negociações, que escalaram de disputas sobre locações para acusações de má administração. A desembargadora responsável destacou que adiar a AGE prejudicaria o direito dos condôminos de deliberar democraticamente sobre a gestão do condomínio.

Conteúdos relacionados

Corredor vazio de hospital simbolizando diagnóstico de doença de Creutzfeldt-Jakob
Brasil

Morre Lito Sousa, 59 anos, 41 dias após diagnóstico de doença de Creutzfeldt-Jakob

O influenciador Lito Sousa morreu no dia 1º de outubro de 2026,...

Hospital público em São Paulo relacionado a casos de sarampo
Brasil

São Paulo registra 40 casos de sarampo em 2026, o triplo de 2025

O estado de São Paulo registrou 40 casos de sarampo até o...

Lotes falsificados do Hidrafemme e do Perspirex foram apreendidos pela Anvisa. — Foto: Reprodução
BrasilSegurança

Anvisa proíbe lote falsificado de Hidrafemme e apreende Perspirex Strong irregular

A Anvisa proibiu a comercialização de um lote falsificado do Hidrafemme e...

© Rafa Neddermeyer/ Agência Brasil
BrasilPolítica

Anvisa inicia emissão eletrônica de receitas controladas no SNCR

A Anvisa iniciou em 30 de setembro de 2026 a disponibilização de...