O estado de São Paulo registrou 40 casos de sarampo até o momento em 2026, sem nenhuma morte, mas com três novos registros na capital ligados a cadeias de transmissão ativas desde junho. O aumento representa um alerta claro em relação a 2025, quando foram confirmados apenas dois casos em todo o território paulista. A maioria das infecções concentra-se na região metropolitana e atinge principalmente crianças menores de dois anos.
Distribuição dos casos e perfil dos pacientes
Do total, 36 ocorrências foram notificadas na capital, enquanto São Bernardo do Campo registrou dois casos, e Santo André e Guarulhos um cada. Sessenta por cento dos pacientes são crianças com menos de dois anos, e trinta deles apresentam esquema vacinal incompleto ou ausente. A transmissão ocorre por via aérea, especialmente em ambientes fechados, com sintomas clássicos como febre alta, tosse, coriza, conjuntivite e manchas avermelhadas na pele.
Falhas na vacinação explicam o surto
A principal causa do avanço do sarampo é a cobertura vacinal insuficiente, que deixa populações vulneráveis expostas ao vírus. Autoridades de saúde monitoram as cadeias desde junho e observam indícios de redução na transmissão, mas o cenário atual revela negligência persistente na imunização de rotina. Sem ações mais rigorosas para recuperar doses atrasadas, o risco de novos surtos permanece elevado.
Monitoramento indica possível controle
Apesar do crescimento em relação ao ano anterior, o acompanhamento epidemiológico aponta para uma tendência de estabilização caso a vacinação seja intensificada. A experiência de 2025, com apenas dois casos, demonstra que a interrupção das cadeias é viável quando a imunização alcança níveis adequados. A população precisa agir com urgência para evitar que o sarampo volte a se espalhar de forma descontrolada.