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Flávio Bolsonaro nega plano de fuga do pai e atribui dano em tornozeleira a desespero

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Durante uma vigília realizada por apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro na noite de sábado (22/11), o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) negou veementemente que o pai tenha tentado fugir ou remover a tornozeleira eletrônica, argumentos centrais na decisão do ministro Alexandre de Moraes pela prisão preventiva. Flávio argumentou que não há lógica em um suposto plano de escape, pois Bolsonaro não conseguiria percorrer nem mesmo uma curta distância sem atrair aglomerações e atenção imediata. Ele destacou que vigílias anteriores já reuniram apoiadores e que a família mantém a expectativa de apoio popular. Os irmãos confirmaram que Bolsonaro usou uma solda para mexer no equipamento, mas insistiram que a ação não visava fuga, pois, se fosse o caso, ele teria tentado cortá-lo completamente. Flávio descreveu o episódio como algo rápido, seguido pela chegada de policiais que trocaram a tornozeleira enquanto Bolsonaro permanecia em casa.

O senador sugeriu que o dano na tornozeleira, registrado às 0h08, pode ter sido motivado por um momento de desespero, possivelmente por vergonha perante familiares que o visitaram de São Paulo. Ele enfatizou que o pedido de prisão preventiva da Polícia Federal ocorreu antes do incidente, indicando que a decisão já estava tomada e o episódio não foi decisivo. Aliados de Bolsonaro contestaram o uso de um convite para vigília religiosa como parte da fundamentação da prisão, com Flávio criticando a criminalização da oração. O deputado Eduardo Bolsonaro ironizou o risco à ordem pública, comparando o Brasil a regimes autoritários como a Coreia do Norte, e insinuou motivação política por parte de Moraes para evitar comoção popular.

Parlamentares presentes alegaram tratamento diferenciado a Bolsonaro em comparação a outros monitorados por tornozeleira, citando a presença de uma viatura em frente à residência e vazamentos de imagens da casa como evidências de perseguição. Eduardo Bolsonaro debochou da suposta manipulação internacional, sugerindo que Donald Trump deveria ser investigado se houvesse envolvimento. No fim da coletiva, os parlamentares reafirmaram a continuidade da vigília em Brasília, convocando apoiadores apesar das determinações judiciais, e destacaram o direito à oração. Durante o evento, Flávio se emocionou, chorando ao cantar a música “Tá Chorando Por Quê?”, de Amanda Wanessa, em oração pelo ex-presidente. A defesa de Bolsonaro ainda não se manifestou oficialmente sobre as declarações.

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