Deputados e senadores de partidos da base do governo contribuíram decisivamente para a derrubada dos vetos presidenciais à Lei Geral do Licenciamento Ambiental, totalizando 96 votos favoráveis à medida. Entre os partidos envolvidos estão MDB, PSD, PSB, PDT, Podemos, Avante e Solidariedade, que registraram apoios significativos na votação conjunta do Congresso. Na Câmara dos Deputados, foram 75 votos a favor da derrubada, enquanto no Senado, presidido por Davi Alcolumbre, o número chegou a 21. Essa divisão reflete uma fratura na base governista, com legendas como Podemos e MDB no Senado votando integralmente pela derrubada, incluindo seis votos do MDB e uma abstenção.
Na Câmara, presidida por Hugo Motta (Republicanos-PB), partidos como PSB e PDT tiveram a maioria de seus membros votando pela manutenção dos vetos, mas ainda assim registraram dissidências: o PSB contou com um voto favorável à derrubada, e o PDT, com três. No Senado, as divergências também apareceram, com um voto do PDT e um do PSB alinhados à derrubada. Por outro lado, partidos como PT, PSol, PCdoB, PV e Rede mantiveram unanimidade na defesa da permanência dos vetos, demonstrando uma coesão oposicionista em relação à agenda ambiental do governo.
No âmbito distrital, apenas três deputados votaram pela manutenção dos vetos: Erika Kokay (PT), Prof. Reginaldo Veras (PV) e Rodrigo Rollemberg (PSB). Em contrapartida, figuras como Alberto Fraga (PL), Bia Kicis (PL), Fred Linhares (Republicanos), Julio Cesar Ribeiro (Republicanos) e Rafael Prudente (MDB) apoiaram a derrubada. No Senado, Leila Barros (PDT) foi a única a votar com o governo, enquanto Damares Alves (Republicanos) e Izalci Lucas (PL) se posicionaram contra, reforçando a derrota governista nessa pauta.