João Miguel, de apenas 10 anos, foi vítima de um ataque violento na tarde de domingo, em Planaltina de Goiás, no Entorno do Distrito Federal. O incidente ocorreu enquanto o menino brincava na rua com os primos, subindo em um pé de manga em um terreno baldio. Um adolescente de 16 anos, incomodado com a movimentação das crianças, ordenou que João descesse da árvore e, assim que o garoto obedeceu, o agressor o atacou com vários golpes de faca. Os ferimentos atingiram o pescoço, as costas e o pulmão da criança, causando uma grave hemorragia.
Mesmo gravemente ferido e ensanguentado, João conseguiu cambalear até sua casa para pedir socorro à mãe, apoiado pelos primos. Ao encontrá-la na rua, o menino desmaiou em seus braços, mencionando apenas que sentia “muito frio”, um sintoma da perda excessiva de sangue. A mãe tentou estancar o sangramento com um pano e pediu ajuda a um motorista que passava pelo local. O garoto foi inicialmente levado à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Planaltina de Goiás, mas, devido à severidade dos ferimentos, precisou ser transferido para o Hospital Regional de Sobradinho (HRS).
De acordo com o irmão mais velho de João, Gean Lucas, de 23 anos, o menino passou por uma cirurgia que durou quase cinco horas para controlar a hemorragia intensa. Ele recebeu transfusões de sangue e, embora seu quadro tenha sido estabilizado, permanece intubado, sedado e em estado grave, mas estável. A equipe médica monitora a evolução para decidir sobre a extubação. A família destacou a importância das doações de sangue para recompor os estoques do hemocentro, beneficiando outros pacientes, e indicou o local para contribuições no Setor Médico Hospitalar Norte, na Asa Norte, em Brasília.
O caso chama atenção para questões de segurança em áreas periféricas do Distrito Federal, onde incidentes envolvendo menores podem refletir falhas em políticas públicas de proteção à infância e adolescência, embora as autoridades ainda investiguem as motivações do agressor.