Enquanto famílias se reúnem para celebrar o Natal em Brasília, centenas de profissionais de serviços essenciais mantêm a cidade funcionando, garantindo segurança e tranquilidade. O segundo-tenente da Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF) Felippe Gutemberg, de 34 anos, comanda o policiamento na Asa Sul e expressa orgulho em servir a comunidade nessa data simbólica. Católico e apegado às tradições, ele inicia seu plantão às 7h do dia 24 e o encerra às 7h do dia 25, priorizando o dever sobre a ceia familiar. No batalhão, os agentes organizam uma confraternização simples, e durante as rondas, moradores frequentemente convidam os policiais para um momento de ceia, fortalecendo laços de confiança.
Em Ceilândia, o sargento Rafael Fernandes, de 39 anos, do 8º Grupamento de Bombeiro Militar, enfrenta uma rotina imprevisível, com ocorrências comuns como acidentes de trânsito relacionados ao álcool e ferimentos por armas. Ele vê o trabalho como uma bênção, especialmente no Natal, e recorda um plantão em que um capotamento grave interrompeu a ceia no quartel, com familiares aguardando até o retorno às 4h. Apesar das interrupções, os bombeiros tentam celebrar no local, às vezes com a presença de parentes, e planejam finalizar as comemorações em casa no dia seguinte.
Na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do Recanto das Emas, a técnica de enfermagem Stephany Dantas, de 31 anos, trabalha pela primeira vez na noite de Natal, das 19h às 7h, cuidando de pacientes que não puderam voltar para casa. Ela enfatiza a gratificação de oferecer acolhimento e conversas reconfortantes em meio à correria, organizando uma ceia coletiva com colegas para não deixar pacientes desassistidos. Já no Metrô-DF, em Águas Claras, o controlador de operação Wyller Carvalho, de 43 anos, coordena manutenções noturnas para garantir o funcionamento seguro no dia seguinte, encarando plantões natalinos com gratidão pelo emprego e orgulho em servir a comunidade.