O XIX Encontro Nacional de Educação de Jovens e Adultos (ENEJA) teve início na Câmara Legislativa do Distrito Federal em 28 de maio de 2026, mas revela mais uma vez as graves deficiências que ainda marcam a modalidade no Brasil. Educadores, estudantes e representantes de instituições públicas e da sociedade civil se reuniram para discutir financiamento, formação docente e inclusão, em meio a um cenário de acesso limitado e altas taxas de evasão. O deputado Gabriel Magno (PT) participou ativamente dos debates presenciais e online que seguem até 30 de maio.
Desafios estruturais ameaçam a permanência estudantil
Apesar das mesas-redondas e oficinas previstas, o evento expõe a fragilidade das políticas públicas voltadas à Educação de Jovens e Adultos. A falta de recursos adequados e a ausência de currículos adaptados continuam a afastar milhares de pessoas que buscam concluir os estudos. Representantes da sociedade civil alertam que, sem investimentos concretos, o direito à educação ao longo da vida permanece apenas no discurso.
Debates destacam necessidade urgente de mudanças
As discussões sobre diversidade e formação de professores mostram que os problemas da EJA se acumulam há anos sem soluções efetivas. Participantes criticam a lentidão das ações governamentais e cobram medidas que realmente ampliem a matrícula e reduzam a desistência. O encontro, realizado em Brasília, termina em 30 de maio sem garantias de que as propostas sairão do papel.
A EJA é uma política pública essencial para garantir o direito à educação ao longo da vida. Este encontro é fundamental para que possamos construir, de forma coletiva, caminhos para superar os desafios e ampliar o acesso e a permanência de jovens e adultos na escola
Gabriel Magno