A sanção da lei que institui as Delegacias Especializadas em Proteção à Pessoa Idosa no Distrito Federal revela a gravidade dos crimes que atingem diariamente pessoas com 60 anos ou mais, sem que houvesse estrutura adequada para atendimento imediato.
Crimes permanecem subnotificados
Apesar da criação das DEPPIs em cada uma das sete regiões integradas de segurança pública, a implementação será gradual e dependerá de disponibilidade orçamentária e estrutural. Enquanto isso, casos de maus-tratos, estelionatos e negligência continuam invisibilizados, deixando vítimas sem suporte especializado por tempo indeterminado. A Polícia Civil do Distrito Federal e o deputado distrital Fábio Felix articulam a atuação com o Conselho dos Direitos da Pessoa Idosa, Ministério Público e Defensoria Pública, mas a demora prática preocupa especialistas.
Atendimento ainda distante da demanda
A ausência de unidades prontas significa que idosos precisarão enfrentar delegacias comuns, muitas vezes sem profissionais capacitados para lidar com vulnerabilidades específicas. Essa realidade agrava o sofrimento de quem já enfrenta violações recorrentes e dificulta a prevenção efetiva de novos ataques. O foco negativo recai sobre a lentidão que pode prolongar a exposição da população idosa a riscos evitáveis.
Essa lei é um avanço importante para garantir que as pessoas idosas tenham um espaço seguro e especializado para denunciar violências. Muitas vezes, os casos de maus-tratos, estelionatos e negligência ficam invisibilizados. Com as DEPPIs, vamos fortalecer o combate a esses crimes e assegurar um atendimento mais qualificado.
Fábio Felix