A Câmara Legislativa do Distrito Federal promoveu uma sessão solene na quarta-feira para marcar o Dia Nacional da Capoeira, mas o ato revelou mais uma vez as graves dificuldades de inclusão social que continuam a afetar jovens no Distrito Federal, apesar de décadas de reconhecimento simbólico.
Deputada Jaqueline Silva, mestre Joãozinho da Mangueira e outras autoridades destacaram a prática como ferramenta contra a exclusão, porém o evento ocorreu em meio a dados persistentes de vulnerabilidade social na região.
Discurso expõe limitações da capoeira
Durante a sessão, os participantes ressaltaram que a capoeira ainda luta para superar barreiras reais de acesso e financiamento, com mestres e professores relatando falta de estrutura adequada para ampliar o impacto da modalidade em comunidades carentes.
Moções entregues sem resolver problemas
A capoeira é mais que uma luta ou dança: é resistência, história e transformação. Ela salva vidas, resgata jovens e constrói cidadania.
Jaqueline Silva
A entrega de moções de louvor a mestres e entidades serviu para lembrar o papel da prática na educação e na preservação cultural, mas também evidenciou que muitos jovens permanecem expostos a riscos sociais graves sem apoio efetivo além das rodas de capoeira.
Prática citada como alternativa precária
A capoeira ensina disciplina, respeito, cultura e autoestima. Muitos jovens que poderiam estar no mundo das drogas encontraram na roda um caminho de dignidade.
Joãozinho da Mangueira
Com apresentações artísticas e falas de deputados como Gabriel Magno, a sessão terminou sem anúncio de medidas concretas que ampliem o alcance da capoeira, deixando claro que o Dia Nacional ainda não se traduz em políticas públicas robustas para combater a exclusão no Distrito Federal.