A ex-governadora Maria de Lourdes Abadia, candidata a deputada federal pelo PSD, defendeu em entrevista ao Podcast do Correio a reformulação de políticas públicas voltadas à população em situação de vulnerabilidade, com ênfase na atualização da LOAS, maior fiscalização de benefícios e criação de programas de capacitação profissional. A conversa, conduzida pelos jornalistas Mariana Niederauer e Roberto Fonseca, abordou sua retomada à política e propostas para integrar saúde, educação e ações urbanas em Brasília.
Compromisso com brasília
Abadia destacou que sua candidatura reflete compromisso, amor e gratidão à capital. Ela ressaltou a necessidade de direcionar os benefícios sociais de forma mais eficiente, considerando desde a extrema pobreza até o apoio a instituições como as Santas Casas de Misericórdia e famílias que enfrentam dificuldades de sobrevivência. A candidata mencionou que o assistencialismo atual exige ajustes para promover autonomia real.
Muito pelo compromisso e pelo amor e gratidão a Brasília.
Maria de Lourdes Abadia
Atualização de benefícios sociais
A ex-governadora defendeu a revisão da Lei Orgânica da Assistência Social para incluir portas de saída por meio de capacitação profissional e alternativas de geração de renda. Segundo ela, as políticas existentes focaram no apoio imediato, mas deixaram de lado a integração com oportunidades de produção e bem-estar. Abadia também citou a importância de fiscalizar os benefícios para evitar desvios e garantir que cheguem a quem realmente necessita.
Eu acho que ela tem que ter um novo direcionamento. Porque, quando nós construímos os benefícios sociais, foi pensando na extrema pobreza, foi pensando, por exemplo, nas Santas Casas de Misericórdia, foi pensando naquela vovó que cria os netos e sem condição de sobrevivência.
Maria de Lourdes Abadia
Durante a entrevista, ela enfatizou que nada se faz sozinho e que a Secretaria de Saúde pode contribuir identificando quem precisa de suporte contínuo. A candidata defendeu ainda o trabalho integrado entre diferentes áreas para otimizar programas sociais e promover a independência das pessoas em vulnerabilidade.