Com 18 anos de experiência na magistratura, o juiz Fábio Esteves assumirá, em fevereiro, o cargo de conselheiro no Conselho Nacional de Justiça (CNJ), indicado pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Ele foi presidente da Associação dos Magistrados do DF (Amagis), é professor na Escola Nacional da Magistratura e no IDP, e atuou por cinco anos e meio como juiz instrutor no gabinete do ministro Edson Fachin, no STF. No CNJ, Esteves pretende deixar uma marca na área da educação, que considera essencial para promover a justiça em diversos aspectos.
Como um dos raros conselheiros negros no órgão – em 20 anos, o CNJ teve cerca de 300 conselheiros e menos de 10 negros –, sua presença contribui para tornar o plenário mais plural. Esse tema é central em seu novo livro, “Hermenêutica Cosmopolita”, resultado de sua tese de doutorado na Universidade de São Paulo (USP). Na obra, ele discute os benefícios de colegiados diversificados, que permitem decisões judiciais com olhares atentos a diferentes contextos sociais.
Além da carreira judicial, Esteves é autor de um livro infantil que narra sua trajetória de menino crescido no interior de Mato Grosso do Sul, transmitindo mensagens de superação e inspiração. Em entrevista ao CB.Poder, ele destacou o peso simbólico de sua indicação, o papel do CNJ no acompanhamento da execução de penas e na ressocialização, e sua expectativa de legado em dois anos de mandato, focado em pluralidade e educação.