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Presidente afastado do BRB defende transparência em operação da PF sobre títulos falsos

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Paulo Henrique Costa, afastado da presidência do Banco de Brasília (BRB) por decisão judicial de 60 dias, manifestou-se publicamente sobre a Operação Compliance Zero, deflagrada pela Polícia Federal nesta terça-feira (18/11). Ele afirmou que investigações como essa são legítimas e necessárias para fortalecer as instituições e garantir a transparência no sistema financeiro. Costa esclareceu que aquisições de carteiras são operações comuns no mercado, e no caso envolvendo o Banco Master, o BRB identificou divergências documentais no primeiro quadrimestre, comunicando o fato ao Banco Central do Brasil e promovendo a substituição da maioria dessas carteiras. Ele reiterou seu compromisso em cooperar integralmente com as autoridades, disponibilizando todas as informações para esclarecer os fatos, e enfatizou seu zelo pela legalidade em todas as ações.

A operação investiga um esquema de emissão e negociação de títulos de crédito falsos, com alvos incluindo o BRB e o Banco Master. A Polícia Federal cumpriu mandados de busca e apreensão na sede do BRB, no Setor de Autarquias Norte (DF), além de prisões preventivas e temporárias. Entre os presos estão o dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, o ex-sócio Augusto Lima e o tesoureiro Alberto Félix. Costa, que está nos Estados Unidos participando de um curso em Harvard, também foi alvo de busca e apreensão. Além dele, a Justiça determinou o afastamento do diretor financeiro do BRB, Dario Oswaldo Garcia Júnior.

O BRB manteve negócios com o Banco Master e chegou a anunciar sua aquisição em março de 2025, mas o negócio foi barrado pelo Banco Central. Após identificar as irregularidades, o banco revisou documentação, reforçou controles e ajustou processos para mitigar riscos. A deflagração da operação ocorreu um dia após o anúncio de venda do Banco Master para um consórcio de investidores dos Emirados Árabes Unidos, em parceria com o grupo Fictor, com aporte inicial de R$ 3 bilhões. A PF deve aprofundar a análise sobre a origem dos recursos e possíveis beneficiários das operações fraudulentas.

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