O deputado federal Ricardo Motta anunciou que as atribuições da Polícia Federal (PF) no combate ao crime organizado serão preservadas, após intermediar um diálogo entre o deputado Guilherme Derrite e o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues. Em publicação no X, Motta destacou que o objetivo da conversa foi assegurar a continuidade das investigações da PF nessa área. A iniciativa surge em meio a debates sobre um projeto de lei em tramitação no Congresso Nacional, que tem gerado controvérsias entre os envolvidos.
As alterações propostas por Derrite no texto original do governo causaram desconforto ao diretor-geral Andrei Rodrigues. Essas mudanças, incorporadas ao relatório apresentado na Câmara dos Deputados, foram vistas como potencialmente limitadoras para a atuação da PF. A tensão reflete divergências sobre o escopo das competências policiais em investigações de grande porte, especialmente aquelas relacionadas ao crime organizado.
Na noite desta segunda-feira, a Polícia Federal emitiu uma nota pública manifestando preocupação com as modificações no projeto. A corporação alertou que o relatório impõe “restrições significativas” à sua atuação, o que poderia comprometer a efetividade das operações contra o crime organizado. O posicionamento da PF reforça a necessidade de um debate mais amplo no Congresso para equilibrar as competências institucionais sem prejudicar o combate à criminalidade.