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Custo do CORA é seis vezes maior que hospital privado, aponta análise

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Uma análise publicada nesta quarta-feira, 8 de julho de 2026, expõe uma discrepância expressiva entre o custo do Complexo Oncológico de Referência do Estado de Goiás (CORA) e o valor de um hospital privado que o Governo de Goiás pretende adquirir. O CORA, com 44 mil metros quadrados, demandou R$ 2,58 bilhões, enquanto o imóvel privado, 13% maior e com 53 mil metros quadrados, está avaliado em R$ 500 milhões. Essa diferença representa, segundo os cálculos apresentados, um custo por metro quadrado cerca de seis vezes superior no equipamento público.

Discrepância de valores acirra debate sobre recursos públicos

O editor Cristiano Silva confronta diretamente o governador Ronaldo Caiado e o vice-governador Daniel Vilela ao questionar a justificativa para tamanho descompasso. O texto também menciona Henrique Prata, envolvido na construção do CORA, e o Grupo Oncoclínicas em parceria com a Cedro Participações, donos do hospital privado. A comparação de metragem e valores totais evidencia que um equipamento maior sai por menos de um quinto do preço do CORA.

Se um hospital maior custa R$ 500 milhões, por que outro menor alcançou R$ 2,58 bilhões?

Cristiano Silva, editor

Os números colocam em evidência a necessidade de esclarecimentos sobre a aplicação de recursos estaduais em obras de saúde. A análise ressalta que o CORA foi erguido com verba pública, enquanto o hospital privado representa uma aquisição que ainda depende de aval do Executivo.

Conversão em hospital de urgências remove concorrente do mercado oncológico

O plano estadual prevê transformar o novo hospital em unidade de urgências, retirando-o do segmento oncológico. Essa decisão, segundo o texto, elimina um potencial concorrente do CORA e concentra ainda mais o atendimento de câncer nas mãos do complexo público. O editor indaga quem se beneficiaria com essa concentração de recursos e pacientes.

A quem interessa essa canetada?

Cristiano Silva, editor

As perguntas formuladas por Silva exigem respostas transparentes do Governo de Goiás. A análise conclui que tais esclarecimentos são indispensáveis para avaliar a eficiência dos investimentos em saúde no estado.

Essas perguntas merecem respostas.

Cristiano Silva, editor

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