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Comissão do DF aponta burocracia que trava emendas parlamentares

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Pilhas de documentos em mesa de escritório simbolizando burocracia em emendas parlamentares no DF
Pilhas de documentos em mesa de escritório simbolizando burocracia em emendas parlamentares no DF

A Comissão de Economia, Orçamento e Finanças da Câmara Legislativa do Distrito Federal analisou na terça-feira a execução do PPA 2024-2027 no exercício de 2025 e expôs sérios entraves que impedem o uso eficiente dos recursos públicos. Apesar de despesas liquidadas de R$ 67,8 bilhões, a reunião revelou que as emendas parlamentares continuam travadas por burocracia excessiva, frustrando a capacidade dos deputados de atender demandas urgentes da população.

Entraves burocráticos limitam emendas parlamentares

O deputado Eduardo Pedrosa, presidente da comissão, reconheceu avanços em saúde, educação, segurança pública e infraestrutura, mas cobrou com firmeza maior agilidade na liberação das emendas. Ele destacou que os entraves burocráticos persistem e exigiu um plano de ação específico para áreas com execução abaixo da média, deixando claro que o governo precisa resolver esses gargalos rapidamente.

Temos visto um esforço grande do governo na execução orçamentária geral, mas as emendas ainda enfrentam entraves burocráticos que precisam ser superados. É fundamental que o Executivo melhore o fluxo de pagamento dessas emendas para que os deputados possam atender com mais eficiência as demandas da população.

Eduardo Pedrosa

Governo promete relatório em 30 dias

O secretário Paulo Henrique Costa se comprometeu a entregar um relatório detalhado em até 30 dias, mas a promessa não apagou as críticas sobre a lentidão histórica na execução dessas verbas. Parlamentares presentes consideraram insuficiente o compromisso, já que a população continua sem acesso pleno aos benefícios previstos nas emendas.

Execução abaixo da média preocupa deputados

Embora tenham sido liquidados R$ 8,9 bilhões em saúde, R$ 6,2 bilhões em educação, R$ 5,1 bilhões em segurança e R$ 4,8 bilhões em infraestrutura, setores estratégicos ainda operam abaixo do esperado. A cobrança por maior eficiência permanece no centro das discussões e reforça a insatisfação com o ritmo atual da gestão orçamentária.

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