Início Distrito Federal Defesa de creche fechada acusa promotor de conduta criminosa em investigação no DF
Distrito Federal

Defesa de creche fechada acusa promotor de conduta criminosa em investigação no DF

212

A defesa da creche Casa da Nanny, fechada por suspeitas de maus-tratos, emitiu uma nota criticando duramente o Ministério Público do Distrito Federal e dos Territórios (MPDFT) após o início de uma investigação sobre a Escola Colibri Kids, supostamente mantida de forma clandestina pelos donos na Asa Sul. Assinada pelos advogados Juliana Porcaro e Valter Xavier, a nota alega que o MPDFT divulgou informações “criminosas e enganosas”, afirmando erroneamente que a creche foi reaberta de forma irregular. Segundo os defensores, a unidade da Asa Sul opera desde 2022 e não é alvo de qualquer apuração, destacando que a narrativa do promotor Leonardo Jubé carece de provas e contexto, com distorções propagadas na imprensa baseadas em vazamentos ilegais de informações confidenciais.

Os advogados listam o que consideram “evidências concretas” de abuso por parte do promotor, incluindo a citação de inquérito sigiloso em entrevistas, expondo nomes de investigados; acusações públicas contra a Escola Colibri Kids, que nunca foi investigada; alegações de reabertura clandestina da Casa da Nanny, o que não ocorreu; menções a laudos de contaminação sem apreensão de objetos para perícia; e afirmações sobre um processo criminal sigiloso que nem sequer existe. A nota enfatiza que todas as medidas legais serão tomadas contra a violação de sigilo profissional por Leonardo Jubé, comparando o caso ao “erro histórico” da Escola Base, uma tragédia que destruiu vidas por acusações infundadas e julgamento midiático. A defesa expressa confiança no Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios (TJDFT) e no MPDFT, apesar dos posicionamentos isolados do promotor, e acusa-o de tentar intimidar Juliana Porcaro por ela ter falado a verdade.

De acordo com a 4ª Promotoria de Justiça de Defesa do Consumidor (Prodecon), a creche no Sudoeste funcionava sem autorização da Secretaria de Educação, com registros de falta de higiene, riscos sanitários e estrutura inadequada. O MPDFT denunciou os donos por crimes contra as relações de consumo, submissão de crianças a constrangimento e associação criminosa, alegando que eles mantinham as atividades por motivação econômica, omitindo a situação real dos pais. O Ministério Público foi questionado sobre as acusações da defesa, mas não emitiu resposta até o momento.

Conteúdos relacionados

Ministério da Saúde
BrasilDistrito FederalPolítica

Insulina glargina 300 UI/ml é incorporada ao SUS no Distrito Federal

O Ministério da Saúde incorporou a insulina glargina 300 UI/ml à rede...

CBMDF
Distrito FederalSegurança

Incêndio em apartamento no Gama mobiliza bombeiros e evacua prédio no DF

Um incêndio registrado na madrugada de segunda-feira (14), por volta das 4h30,...

Faixas elevadas em frente a escola pública brasileira
Distrito FederalPolíticaSegurança

Lei obriga faixas elevadas em escolas e hospitais no DF, mas chega tarde

A Câmara Legislativa do Distrito Federal aprovou e o governador sancionou a...

Adesivos com QR Code em banheiro do DF para apoio a vítimas de violência doméstica
Distrito FederalSegurança

Adesivos com QR Code em banheiros do DF levam apoio a vítimas de violência doméstica

Adesivos com QR Code foram instalados em banheiros de órgãos públicos, estabelecimentos...