Início Política Congresso acelera pauta contra decisão do STF sobre impeachment de ministros
Política

Congresso acelera pauta contra decisão do STF sobre impeachment de ministros

39

O Congresso Nacional inicia a semana com foco na retomada da tramitação do Projeto de Lei nº 1.388/2023, que atualiza a Lei do Impeachment de 1950. A proposta, de autoria do ex-presidente do Senado Rodrigo Pacheco e elaborada por uma comissão presidida por Ricardo Lewandowski, surge como resposta à decisão monocrática do ministro Gilmar Mendes, do STF, que suspendeu trechos da legislação vigente, restringindo a abertura de processos contra ministros da Corte à Procuradoria-Geral da República. Mendes argumentou que impeachment infundados enfraquecem o Estado de Direito e são incompatíveis com a Constituição de 1988. O relator do PL, senador Weverton Rocha, deve apresentar seu parecer na reunião da Comissão de Constituição e Justiça do Senado, presidida por Otto Alencar, marcada para quarta-feira (10).

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, criticou a decisão de Mendes, afirmando que ela viola a lei atual, que permite a qualquer cidadão propor o processo, e interfere nas atribuições do Legislativo. Nos bastidores, há conversas entre líderes parlamentares e ministros do STF para uma nova legislação que estanque o desgaste entre os Poderes. O texto do projeto prevê salvaguardas, como a impossibilidade de punir ministros por interpretações constitucionais, o que deve atrair emendas. Paralelamente, o Congresso prioriza a votação do Projeto de Lei Orçamentária Anual de 2026, prevista entre quinta-feira (11) e 18 de dezembro, o que levou ao cancelamento da sabatina de Jorge Messias, indicado por Lula para o STF no lugar de Luís Roberto Barroso.

Pautas de segurança pública também avançam. A CPI do Crime Organizado no Senado ouve amanhã o ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski, por requerimento do relator Alessandro Vieira, visando uma atuação coordenada contra o crime. Na Câmara, o deputado Mendonça Filho deve apresentar parecer à PEC 18/25, limitando atos do CNJ e alterando o status do Conselho Nacional de Segurança Pública para consultivo. Outras agendas incluem o relatório de Danilo Forte na CCJ sobre piso salarial para trabalhadores da educação básica, debates sobre o Plano Nacional de Educação (2024-2034) e regulação de aplicativos de transporte, além da promulgação da PEC 72/23, que isenta IPVA para veículos com mais de 20 anos.

Conteúdos relacionados

Edifício do Supremo Tribunal Federal em Brasília, representando julgamento de embargos de PMs condenados no 8 de janeiro.
Distrito FederalPolítica

Alexandre de Moraes agenda julgamento de embargos de PMs condenados no 8 de janeiro

Ministro Alexandre de Moraes agenda para fevereiro de 2026 o julgamento de...

Prédios residenciais luxuosos em Brasília com Congresso Nacional ao fundo, representando privilégio controverso de servidores do DF para compra de imóveis.
Distrito FederalEconomiaPolítica

Servidores do DF recebem privilégio controverso para comprar imóveis com licença-prêmio

Servidores do DF ganham privilégio polêmico ao converter licença-prêmio em créditos para...

Fachada da Câmara Legislativa do DF em Brasília, com atmosfera sombria representando falhas no combate ao abuso infantil.
Distrito FederalPolíticaSegurança

Câmara Legislativa do DF aprova lei que expõe falhas no combate ao abuso infantil

Câmara Legislativa do DF aprova lei que obriga treinamento de professores para...

Viatura policial brasileira acidentada em rua de Brasília, representando custos estatais de acidentes.
EconomiaPolíticaSegurança

Nova lei de Roosevelt Vilela sobrecarrega Estado com custos de acidentes em viaturas

A nova lei de Roosevelt Vilela impõe ao Estado a responsabilidade total...