O setor de máquinas e equipamentos manifestou oposição à reciprocidade de tarifas com os Estados Unidos em reunião realizada na terça-feira, 21 de julho de 2026, com o vice-presidente Geraldo Alckmin. Representantes da Abimaq defenderam uma negociação bilateral direta com o governo americano para evitar prejuízos às exportações brasileiras, que somam cerca de US$ 1,5 bilhão anuais em máquinas e equipamentos agrícolas.
Reunião com alckmin define estratégias do setor
Durante o encontro, a entidade representada por seu presidente José Velloso destacou a necessidade de diversificar mercados e buscar acordos específicos que preservem a competitividade das indústrias nacionais. O vice-presidente Alckmin recebeu as demandas e deve encaminhar as propostas ao governo federal para análise.
A posição do setor reflete preocupações com o desequilíbrio de poder nas relações comerciais entre os dois países, o que poderia resultar em perdas significativas caso medidas retaliatórias sejam adotadas de forma automática.
Argumentos contra a reciprocidade tarifária
A Abimaq argumenta que o Brasil não possui condições equivalentes para responder a eventuais barreiras impostas pelos Estados Unidos. Por isso, a entidade propõe negociações bilaterais focadas na redução de tarifas sobre produtos específicos do setor.
Nós não concordamos com a reciprocidade. O Brasil não tem o mesmo poder de barganha que os EUA. A gente acha que tem que ter uma negociação bilateral
José Velloso